6 de set. de 2007

A proclamação da Independência que você não leu nos livros da escola

D. Leopoldina estava no comando do Brasil desde o dia 13 de agosto quando Pedro I fez sua famosa viagem à província de São Paulo, em 1822, e que terminou com a proclamação da independência no dia 7 de setembro. Leopoldina convocou o Conselho de Estado e decidiu, junto com os ministros, pela separação definitiva entre o Brasil e Portugal. Ela decidiu-se depois das últimas deliberações do governo português que, entre outras medidas, exigia a ida imediata do casal real para Lisboa e ameaçava dissolver o reino brasileiro com a instalação de juntas governamentais em todas as províncias. Leopoldina e José Bonifácio mandaram a São Paulo um mensageiro com as notícias.




CURIOSIDADES


O tutu de feijão integrou o menu do último almoço de dom Pedro I antes de proclamar a nossa independência política.
Pedro I tinha acabado de se encontrar com sua amante Domitila de Castro; ele não estava viajando a cavalo, para viagens longas só era usado o burro.
O grito não aconteceu às margens do riacho do Ipiranga, como sugere a letra do Hino Nacional. O príncipe bradou o seu célebre grito no alto da colina próxima ao riacho, onde sua tropa esperava que ele se aliviasse de um súbito mal-estar intestinal.
Ao receber a correspondência, Pedro percebeu que Portugal o rebaixava a mero delegado das Cortes, limitando sua ação às províncias onde já exercia autoridade efetiva. Em sua carta, José Bonifácio comunicava que, além dos 600 soldados lusos já desembarcados na Bahia, mais 7 mil estavam em treinamento para consolidar o domínio português no Norte do Brasil. Um ataque contra o Governo da Regência completaria os planos portugueses.Pedro contou as novidades aos que o acompanhavam e disse: "Eles o querem, terão a sua conta. As cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho ou de brasileiro. Pois verão quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal!"
O "Independência ou Morte" foi proclamado às 16h30.
O Brasil pagou 2 milhões de libras a Portugal pela Independência. Pedro não pediu nenhuma possessão portuguesa - caso de Angola, na África, cuja elite quis fazer parte do Império do Brasil para facilitar o tráfico de escravos. Pedro disse não.
Carta de Leopoldina a Pedro:
"Pedro, o Brasil está como um vulcão.Até no Paço há revolucionários.Até portugueses são revolucionários.Até oficiais das tropas são revolucionários.Até Cortes portuguesas ordenam a vossa partida imediatamente, ameaçam-vos e humilham-vos.O Conselho do Estado aconselha-vos para ficar. Meu coração de mulher e esposa prevê desgraças, se partirmos agora para Lisboa. Sabemos bem o que têm sofrido nossos pais. O rei e a rainha de Portugal não são mais reis, não governam mais, são governados pelo despotismo das Cortes que perseguem e humilham os soberanos a quem devem respeito. Chamberlain vos contará tudo o que sucede em Lisboa. O Brasil será em vossas mãos um grande país. O Brasil vos quer para seu monarca. Com o vosso apoio ou sem o vosso apoio ele fará a sua separação. O pomo está maduro, colhei-o já, senão apodrece. Ainda é tempo de ouvirdes o conselho de um sábio que conheceu todas a cortes da Europa, que além de vosso ministro fiel, é o maior de vossos amigos. Ouvi o conselho de vosso ministro, se não quiserdes ouvir o de vossa amiga. Já dissestes aqui o que ireis fazer em São Paulo. Fazei, pois. Tereis o apoio do Brasil inteiro e, contra a vontade do povo brasileiro, os soldados portugueses que aqui estão, nada podem fazer. "

OS PERSONAGENS
Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.
Primeiro casamento de d. Pedro I: Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo7 filhos:Maria da Glória (1819-53);Miguel (nascido e falecido em 1820);João Carlos (1822-97);Paula (1823-33);Francisca (1824-98);Pedro de Alcântara, d. Pedro II (1825-91).
Segundo casamento de d. Pedro I: Amélia Augusta Eugênia Napoleão de Leuchtenberg1 filha:Maria Amélia (1831-53).
Em seus romances extraconjugais, d. Pedro I teve outros filhos: Com Domitila de Canto e Melo, a marquesa de Santos: Pedro de Alcântara;Isabel Maria;Maria Isabel (falecida ainda bebê);e novamente Maria Isabel.
Com Clemência Saisset:Pedro de Alcântara.
Com a baronesa de Sorocaba:Rodrigo de Alcântara.
Alguns historiadores sustentam que d. Pedro I teria tido ainda mais quatro filhos ilegítimos, perfazendo um total de 18.
D. Pedro volta ao Brasil em 1972. Nos festejos do sesquicentenário da Independência, seus ossos voltaram ao Brasil. Estão no Museu do Ipiranga, em São Paulo.

José Bonifácio(1763-1838)
Entrou para a história como O Patriarca da Independência. Com a proclamação da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva foi nomeado primeiro ministro. Seus 2 irmãos também conseguiram altos cargos. Antônio Carlos se elegeu deputado e Martim Francisco ocupou o cargo de ministro da Fazenda. José Bonifácio sofria de hemorróidas.

Chalaça, o secretário
Francisco Gomes da Silva, o Chalaça, era o secretário particular de D. Pedro I. Esteve presente em importantes acontecimentos, como a proclamação da Independência, escreveu a primeira Constituição e dissolveu a Assembléia Constituinte. Intermediava também os casos extraconjugais do imperador.

Um comentário:

Anônimo disse...

hoje eu estudei isso adoro esta materia